quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ufa!

O tempo me consome, principalmente quando estou a uma semana das férias, a primeira de três anos de trabalho. Estou naquela fase de contar os dias e as horas não são suficientes para tudo que tenho que organizar antes de desaparecer no ócio.

É a primeira relação com um blog na minha vida, não tenho muitas expectativas, afinal as primeiras vezes nunca são lá grande coisas.

No início achei que seria muito difícil acompanhar LINGUAGEM DAS MÍDIAS DIGITAIS, cheguei a suspirar e lutar com o sono em uma aula, sem falar nas nucas que dançavam na lente dos meus olhos de sábado, mas confesso que esse módulo abriu algumas portas que julgava não ter as chaves. Sei que é puro preconceito meu com as mídias digitais. Uso o computador como ferramenta que é, sem aprofundar para fazer melhor uso, sem fuçar para descobrir coisas novas, limitando apenas na resolução das tarefas que o trabalho exige: Word, Excel, Power Point e Access. Na verdade até me viro bem é que não tenho prazer com a máquina, adoro relações pessoais, afetividade, olho no olho, contato físico, cheiros e ... tenho preconceito digital. Poderia dizer que é a idade, mas sempre fui assim, um tanto teimosa, as vezes quase uma sensível mula.

Hoje, bem próximo do término deste módulo, admito que a parte prática colaborou e muito na contextualização da teoria oferecida pelo professor Alan, desmistificando as mídias digitais, tornando algo mais acessível para mim. Hoje sei que posso ampliar os projetos culturais junto aos adolescentes com foco digital, provocá-los com propostas novas como o stopmotion, que além do prazer na elaboração, rola também um deslumbramento com o resultado. Penso em estudar um pouco mais sobre essa técnica para depois elaborar um projeto com os jovens.

Adoro me pegar enfrentando minhas fragilidades e, ao admitir meu preconceito, abriu-se também uma porta para desconstruí-lo e começar a ver o mundo digital de forma diferente.

Valeu!

Mariza Pinto

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