Logo quando iniciei o curso Linguagens da Arte, no Centro Universitário Maria Antônia, percebi que estaria diante de grandes desafios. Isso porque o curso não propõe uma relação passiva com as linguagens da arte, mas sim uma experiência de “ser” e “fazer” do artista. O olhar do artista, sua relação com a realidade, sentida na pele, não é uma tarefa fácil. Porém, ela é uma necessidade para o arte-educador, para que possa desenvolver em sua prática não só o exercício da apreciação, mas também a criação e a produção.
No módulo da professora Ângela Maria Rocha, História da Arte e a Experiência do Artista, essa experiência do fazer para pensar sobre é muito transparente.
As aulas são divididas em uma parte expositiva, de apreciação de imagens e identificação de traços e características, para depois iniciar-se o grande desafio: desenhar, produzir.
Confesso que, no início, senti um certo receio. Afinal, desenho não é mesmo meu forte, não é uma habilidade que desenvolvi. Durante a primeira aula, com os exercícios propostos pela professora, senti-me perdida, pois fazia muito tempo que não desenhava. Olhava para os lados e via grandes desenhos. Saí dessa aula um pouco desanimada.
Porém, aquela experiência de desenhar, utilizando materiais dos quais não estava acostumada com um grupo de pessoas, observando um modelo, mexeu bastante comigo. A tentativa de captar os traços de modelo, em um tempo determinado, representando o nosso olhar nos desenhos, é uma árdua e fascinante tarefa. No decorrer das aulas, pude então perceber que o importante naquele trabalho era a experiência do “ser” e do “fazer”.
Acredito que, durante o curso, muitos desafios como esse vão surgir. Daí nasceu a idéia desse blog, refletir arte, que pretende meditar sobre o fazer artístico, reproduzir a arte e revelar o artista presente em cada um de nós.
Aceita o desafio?
Valéria Turini
Nenhum comentário:
Postar um comentário