quarta-feira, 30 de junho de 2010



Já que começamos a desconstruir as moçoilas... Aí vai a Olivia!!! Desconstruir não é bem o termo... Acho que o melhor é reconstruir, com mais personalidade, de forma mais humana.
Esse desenho maravilhoso é do Shiko, artista paraibano, que adora temas como boemia, noite, álcool, pornografia, música, cinema...
Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/shiko-o-antiartista-plastico
Ana Paula Lima

sexta-feira, 25 de junho de 2010

As experiências que tive com arte na escola foram bastante limitadas. As aulas de educação artística estavam estruturadas em fazer alguma atividade, orientada pelo professor, utilizando lápis de cor, canetinhas, giz de cera e papel A4. Lembro também de ter utilizado, em algum momento, um livro didático de educação artística com técnicas de desenho, mas não havia nem um pouco de estimulo para a realização das atividades ou qualquer significado para o que estávamos fazendo. A aula de educação artística não tinha muita importância, não tinha nota, não reprovava era apenas recreação.

Em uma das leituras realizadas no módulo da professora Rosa Iavelberg, Fundamentos Do Ensino da Arte, destaquei a seguinte idéia: “A oportunidade para desenhar sistematicamente promove seu progresso na linguagem do desenho. Uma orientação adequada pode ajudar o aluno a avançar ou, ao contrário, um abandono ou uma orientação equivocada nas situações educativas de desenho, pode estagnar o processo criativo.” (IAVELBERG, Rosa. O Desenho Cultivado da Criança: práticas e formação de educadores. Porto Alegre: Zouk, 2006. p 57).

A partir dessa leitura e traçando um paralelo com as aulas do módulo da professora Ângela Maria Rocha, História da Arte e a Experiência do Artista, pude refletir sobre a minha experiência com o desenho.

O meu processo criativo foi estagnado na infância! Isso explica o pânico diante da folha branca e do modelo que eu deveria desenhar nela. Não aprendi a desenhar. Abandonei o desenho justamente no ponto em que deveria ter desenvolvido minha habilidade artística, minha poética pessoal.

Tudo bem! Não dá para voltar no tempo! Aceitei o desafio de experimentar. Foi como voltar à infância. Dá para se imaginar como um analfabeto que aprende a ler e escrever depois de adulto. Aos poucos essa experiência foi ficando prazerosa.

Ter a oportunidade de relacionar aulas práticas e teóricas é de fundamental importância para quem pretende trabalhar com arte educação. Acredito que essa é a melhor forma de entender as questões colocadas pelos estudantes com os quais trabalhamos. Para colaborar com o processo criativo do outro, precisamos entender melhor o nosso próprio processo.


Ana Paula Lima

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Making of Over Barbie

" A feitura de nossa primeira animação não durou mais que duas semanas. O processo de criação contagiou todas do grupo e a história da boneca Barbie em uma situação não convencional, além de provocar gargalhadas, nos colocou em um novo desafio. O respeito e vontade das integrantes do grupo foram ferramentas necessárias para aventurar-se no mundo da animação.
No dia de colocar em ação as idéias, confesso que não fomos o primeiro grupo que iniciou a tarefa. A sala de atividades do Maria Antônia estava repleta de produções de nossa turma da pós: fotografias, fotografias e mais fotografias.
Iniciamos com a construção do cenário-balada e uma pré-aprovação do roteiro do video pelo Alan, nosso prof. Mexe lá, gruda ali, cola acolá. Precisávamos de um espaço que nos permitisse controlar a luz e uma espécie de cabana foi construída. Com uma mistura de paciência, bom humor e ansiedade, os problemas técnicos (vômito rosa, iluminação, Ken e Barbies de pé) antes de fotografar os frames resolviam-se.
Ao fim desta etapa tínhamos exatos quarenta minutos para fotografar cerca de cento e cinquenta fotos. Iniciamos as fotografias com receio do tempo mas foi susto de início. O Alan passava vez ou outra e dava uns toques. O resultado parcial foi aparecendo, inclusive uma mão pentelha!
Saímos por último, porém aliviadas que uma parte muito importante havia concluído, mas o depois é outro post. Ficamos com gostinho de quero mais e eu com a satisfação de participar de um grupo de pessoas maravilhosas. Até breve! " Michele Gesteira.


(..........continua)

Barbie It's Over.mp4

Fizemos a Barbie descer do salto!!! KKKKK
Parece até uma vingança!?!
A experiência de produzir uma animação foi incrível!
Foi bastante trabalhoso, em alguns momentos chegou a ser estressante, mas também foi muito divertido!
O resultado ficou um tanto quanto “tosco”, mas o que eu acho mais importante nessa atividade é dominar o processo da animação, aprender a fazer. A partir do domínio da técnica é possível criar novas animações.
Confesso que o aprendizado não está totalmente estabilizado, mas outras produções já estão sendo pensadas... Criatividade é o que não falta!
Trabalhar em grupo não é fácil, mas acho que é muito mais difícil fazer um trabalho desse sozinho. Estou muito contente com o grupo, com o comprometimento e a disposição. Valeu meninas!
Sinto que está surgindo aí uma equipe de animação! Vamos colocar nossos projetos em prática!!!

Ana Paula Lima

Ufa!

O tempo me consome, principalmente quando estou a uma semana das férias, a primeira de três anos de trabalho. Estou naquela fase de contar os dias e as horas não são suficientes para tudo que tenho que organizar antes de desaparecer no ócio.

É a primeira relação com um blog na minha vida, não tenho muitas expectativas, afinal as primeiras vezes nunca são lá grande coisas.

No início achei que seria muito difícil acompanhar LINGUAGEM DAS MÍDIAS DIGITAIS, cheguei a suspirar e lutar com o sono em uma aula, sem falar nas nucas que dançavam na lente dos meus olhos de sábado, mas confesso que esse módulo abriu algumas portas que julgava não ter as chaves. Sei que é puro preconceito meu com as mídias digitais. Uso o computador como ferramenta que é, sem aprofundar para fazer melhor uso, sem fuçar para descobrir coisas novas, limitando apenas na resolução das tarefas que o trabalho exige: Word, Excel, Power Point e Access. Na verdade até me viro bem é que não tenho prazer com a máquina, adoro relações pessoais, afetividade, olho no olho, contato físico, cheiros e ... tenho preconceito digital. Poderia dizer que é a idade, mas sempre fui assim, um tanto teimosa, as vezes quase uma sensível mula.

Hoje, bem próximo do término deste módulo, admito que a parte prática colaborou e muito na contextualização da teoria oferecida pelo professor Alan, desmistificando as mídias digitais, tornando algo mais acessível para mim. Hoje sei que posso ampliar os projetos culturais junto aos adolescentes com foco digital, provocá-los com propostas novas como o stopmotion, que além do prazer na elaboração, rola também um deslumbramento com o resultado. Penso em estudar um pouco mais sobre essa técnica para depois elaborar um projeto com os jovens.

Adoro me pegar enfrentando minhas fragilidades e, ao admitir meu preconceito, abriu-se também uma porta para desconstruí-lo e começar a ver o mundo digital de forma diferente.

Valeu!

Mariza Pinto

domingo, 20 de junho de 2010

Processo de criação


Para pensar sobre arte focalizamos o processo de criação que consiste em compreender do que vem a ser o percurso de uma poética pessoal ou colaborativa que envolve projetos, esboços, estudos, protótipos, diálogos com a matéria, tempo de devaneio, de vigília criativa, do fazer sem parar, de ficar em silêncio e distante, viver o caos criador.
Gostaria de compartilhar com vocês uma parte do percurso do processo de criação de uma animação que estamos fazendo na disciplina de mídias digitais.
Escolhemos como tema a vida íntima da boneca Barbie, dando um novo destino a ela, com imagens bem menos infantis daquelas que habitam o imaginário das crianças.
A história se passa com a Barbie na balada gay (ao som de Lady Gaga) enchendo a cara, passa mal e vomita rosa...Trash, né? Então aguarde para ver!
Para esse trabalho me lembrei que no mês de maio vi o ensaio fotográfico da série Fallen Princess (Princesas arruinadas), exposta no fim do ano passado na galeria Buschlen Mowatt em Vancouver, no Canadá, e agora nas paginas de Marie Claire.
A história de lindas princesas com um desfecho mais contemporâneo, que questiona o jargão “Felizes para Sempre”.
No conto de fadas Branca de Neve desperta do sono da maçã envenenada direto para os braços do príncipe, com quem vive feliz para sempre. A realidade é dura: ausente e entediado, o príncipe deixa todas as tarefas da casa para a princesa.
Veja mais no site: www.fallenprincesses.com.


Fontes: Revista Marie Claire
São Paulo Faz a Escola- Proposta Curricular do Estado
Site: www.fallenprincesses.com.

Fabiana Gomes do Nascimento

domingo, 6 de junho de 2010

O “ser” e o “fazer”: a experiência do artista

Logo quando iniciei o curso Linguagens da Arte, no Centro Universitário Maria Antônia, percebi que estaria diante de grandes desafios. Isso porque o curso não propõe uma relação passiva com as linguagens da arte, mas sim uma experiência de “ser” e “fazer” do artista. O olhar do artista, sua relação com a realidade, sentida na pele, não é uma tarefa fácil. Porém, ela é uma necessidade para o arte-educador, para que possa desenvolver em sua prática não só o exercício da apreciação, mas também a criação e a produção.

No módulo da professora Ângela Maria Rocha, História da Arte e a Experiência do Artista, essa experiência do fazer para pensar sobre é muito transparente.

As aulas são divididas em uma parte expositiva, de apreciação de imagens e identificação de traços e características, para depois iniciar-se o grande desafio: desenhar, produzir.

Confesso que, no início, senti um certo receio. Afinal, desenho não é mesmo meu forte, não é uma habilidade que desenvolvi. Durante a primeira aula, com os exercícios propostos pela professora, senti-me perdida, pois fazia muito tempo que não desenhava. Olhava para os lados e via grandes desenhos. Saí dessa aula um pouco desanimada.

Porém, aquela experiência de desenhar, utilizando materiais dos quais não estava acostumada com um grupo de pessoas, observando um modelo, mexeu bastante comigo. A tentativa de captar os traços de modelo, em um tempo determinado, representando o nosso olhar nos desenhos, é uma árdua e fascinante tarefa. No decorrer das aulas, pude então perceber que o importante naquele trabalho era a experiência do “ser” e do “fazer”.

Acredito que, durante o curso, muitos desafios como esse vão surgir. Daí nasceu a idéia desse blog, refletir arte, que pretende meditar sobre o fazer artístico, reproduzir a arte e revelar o artista presente em cada um de nós.

Aceita o desafio?


Valéria Turini

Como surgiu o blog

Esse espaço tem como principal objetivo o exercício da “arte-reflexão”. Para isso, baseia-se na própria definição do verbo refletir, encontrada no dicionário:


refletir
re.fle.tir
(lat reflectere) vtd 1 Fazer retroceder (um corpo elástico), desviando da direção anterior. vtd e vpr 2 Espelhar(-se), representar(-se), retratar(-se): O espelho tudo reflete. "...esmaltam de vida (vilas, aldeias) o verde profundo dos vales... e se refletem nas águas tranqüilas dos lagos" (Silveira Bueno). vtd 3 Exprimir, revelar, traduzir: "Os animais, fogosos e bem ajaezados, refletem a impaciência dos cavaleiros" (Francisco Marins). vtd 4 Repetir, ecoar: Refletia a montanha o troar dos canhões. vtd 5 Fís Desviar ou fazer retroceder segundo a lei da reflexão (os raios luminosos, caloríficos ou sonoros); retratar, defletir: O espelho reflete os raios luminosos. O prisma reflete a luz. vti e vpr 6 Incidir, recair: A glória do insigne estadista reflete em seu povo. Vinha o terror refletir sobre todos os passageiros do avião. A prevaricação do chefe refletiu-se nos subordinados. vti e vpr 7 Repercutir-se, transmitir-se: Efeitos do que se faz na capital refletem no interior. O progresso paulistano reflete-se em Campinas. vtd 8 Considerar, pensar, ponderar: Convém refletir que esta vida é efêmera. vti e vint 9 Pensar com madureza; reflexionar, raciocinar: Reflita bem no que vai fazer. Agora, tardiamente, reflete sobre o que fez. O homem prudente reflete antes de agir.


Fonte: Moderno dicionário da Língua Portuguesa (on-line)


Trata-se de um espaço coletivo, desenvolvido por um grupo de alunos do curso de especialização em linguagens da arte, do Centro Universitário Maria Antônia da USP, onde se pretende publicar pensamentos, discussões desenvolvidas a partir de temas apresentados no curso, iniciativas de produção artística desenvolvidas a partir dessa reflexão e até produções de autoria dos próprios alunos, partindo do princípio de que, para refletir sobre a arte, é preciso refletir a arte.


Valéria Turini